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Inspetoria - Metas coletivas

Valença sediou a 11ª edição do Seminário de Inspetores do Crea
Data: 01/07/2011 Revista > Edição 36 > Pag. 5

 

O evento realizado entre os dias 30 de junho e 1º julho reuniu representantes das 23 inspetorias e três escritórios regionais do Conselho, além de conselheiros regionais e federais e dirigentes da Mútua-BA. Na abertura dos trabalhos, o presidente do Crea-BA, engenheiro agrônomo Jonas Dantas, chamou a atenção para o leque de políticas públicas que estão à disposição dos municípios brasileiros, a exemplo da Lei de Assistência Técnica Gratuita (11.888/2009), que favorece famílias com orçamento de até três salários mínimos na aquisição e reforma de moradia e da Lei 11.445/2007, que estabelece o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).

De acordo com Dantas, as discussões travadas em torno das profissões tecnológicas precisam ser conduzidas pelo viés social, e não apenas sob a ótica das instituições. “Não podemos ficar presos às nossas próprias entranhas. Representamos categorias fundamentais para o desenvolvimento sustentável do País, e esse poder precisa ser exercido para além de nossas fronteiras, por meio da integração com os demais órgãos e instituições”, disse o presidente do Crea-BA. Os principais cases das inspetorias foram apresentados dimensionando a abrangência da atuação das regionais do Crea.
 
Acessibilidade em Ilhéus foi abordada pelo inspetor Plínio Aninspetoria tonio Damásio, que mapeou as dificuldades diárias enfrentadas pelas pessoas com deficiência, a exemplo de rampas fora dos padrões, pedras portuguesas nas calçadas e inacessibilidade nos caixas eletrônicos, dentre outras falhas urbanas.
 
O uso indiscriminado de agrotóxicos nas plantações de abacaxi, cujo consumo médio anual é de 8 mil litros de inseticida, 20 mil de fungicidas, 20 mil de herbicidas e 4 mil de óleos adesivos, foi destacada pelo inspetor Valmir Macedo de Souza, de Itaberaba. De acordo com Souza, o fruto é cultivado em 5 mil hectares por 2.500 produtores, gerando 6 mil empregos diretos e indiretos e uma receita de R$ 60 milhões.
 
Fiscalização em Eventos em Vitória da Conquista foi tema da palestra do inspetor Jehová Ferreira Santos, que mostrou a importância da parceria entre o Crea e o Ministério Público. “Antes de acontecer, todo evento realizado em Conquista deve ter a aprovação do Conselho, Corpo de Bombeiros e Vigilância Sanitária”, reforça.
 
No painel Inovações, perspectivas e desafios para as inspetorias, Nailton Sousa Almeida, representante de Barreiras, traçou um panorama da ação da regional, que abrange 17 municípios. Entre as atividades da representação do Crea estão convênios com as prefeituras da região, universidades e escolas técnicas. O enfoque nas novas demandas para o Sistema Profissional foi debatido pelo engº civil José Macedo Leôncio, inspetor de Teixeira de Freitas.
 
Os desafios da Agronomia foram apontados pelo engenheiro Antonio Jorge Menezes da Silva, que enfatizou a necessidade de que os 7 mil agrônomos que atuam no estado trabalhem em favor do desenvolvimento sustentável. O uso indiscriminado de agrotóxicos, as ações que promovem desmatamentos sistemáticos e poluição de rios e mananciais foram duramente criticados pelo palestrante na medida em que são praticadas por profissionais da engenharia.
 
Na avaliação do engenheiro José Negrão Roza, inspetor chefe do Crea em Valença, o seminário é o momento oportuno para que os problemas da cidade de aproximadamente 90 mil habitantes sejam trazidos à tona. “Nossa inspetoria abrange mais de 18 municípios, e nem sempre temos condição de atender às demandas, mas é importante ressaltar que prestamos um serviço de utilidade pública para a sociedade. Não somos um órgão meramente arrecadador. Ao fiscalizarmos obras e serviços, estamos agindo em defesa da população”, ressaltou.
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