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Perfil - Inovação em engenharia

A aposentadoria, em 2010, da Escola Politécnica da Ufba não representou o fim da linha para o engenheiro mecânico Pedro Ornelas
Data: 01/07/2011 Revista > Edição 36 > Pag. 20

 

Ao longo das mais de três décadas em que atua como engenheiro e pesquisador, Pedro Ornelas acumula no currículo uma série de inovações que o colocam entre os grandes nomes da Engenharia no estado. Na Ufba, o professor coordenou, durante quatro anos, os projetos Aguapura e Reuságua, ambos focados na racionalidade do uso da água. Chegou a instalar no edifício da Escola Politécnica uma pequena central de tratamento biológico de efluentes com reator importado da  Alemanha, cedido à universidade pela empresa Alemã Korf & Muller. O sistema, conhecido como RBC (Rotactory Biological Contactor), transforma o esgoto sanitário em água para uso secundário (não potável), a exemplo de descarga de vasos sanitários, rega de jardins e lavagem de pisos. 

Plataformas elevadiças.
Além de criar o Fire Escape System, que considera a melhor ideia que teve, embora não tenha despertado interesse por parte do empresariado, Ornelas tem projetos de plataformas elevadiças para trio elétrico, teleférico e sistemas mecânicos para Bi-rail desenvolvidos para unidades de hospitais de reabilitação em Salvador e Brasília.

Ainda para a mesma rede hospitalar, o professor desenvolveu um mecanismo articulado que transforma um auditório com vários patamares de cadeiras em uma área plana para circulação de portadores de necessidades especiais. Foi também desenvolvido por Ornelas um mecanismo para abertura da cúpula geodésica do auditório na mesma unidade hospitalar do Rio de Janeiro. “No momento, estou trabalhando também no projeto de monta-cargas para o centro cirúrgico e setor de Nutrição da unidade de Brasília-DF. Nessa mesma unidade, estamos desenvolvendo, juntamente com a equipe técnica da rede, um sistema completo de aquecimento solar para água. Todos os equipamentos serão fabricados pelo centro de tecnologia da própria rede em Salvador”, enumerou Ornelas.

Montagem automotiva.
O engenheiro também desenvolveu dispositivos para agilizar o processo produtivo em linha de montagem automotiva, um deles responsável por reduzir o tempo gasto de 35 para 6 segundos, numa das etapas de testes no processo da montagem.

Trabalhando atualmente como consultor nas áreas de Engenharia Mecânica e Ambiental, Pedro Ornelas reconhece que há pouco estímulo para a inovação no País. “O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) não facilita ou, pelo menos, na época não facilitou o processo. Cheguei a depositar seis pedidos de Registro de Propriedade Intelectual (PI) ou Modelo de Utilidade (MU) e nenhum deles vingou. A coisa só funciona através de empresas que ganham muito dinheiro com isso. Se você não contratar uma dessas empresas, é muito fácil perder prazos de umas tais exigências e tudo vai por água abaixo”, alerta.
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