Atribuição profissional
Acompanhe o processo de alteração da Resolução 218

A minuta do projeto de revisão da Resolução 218/73, que dispõe sobre as atribuições dos profissionais vinculados ao Sistema Confea/Crea, está sendo avaliada pela Comissão de Exercício Profissional CEP, do Confea. A desatualização da norma frente às atuais demandas do mercado de trabalho e o fato de que o documento não normatiza sobre a concessão do diploma profissional estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) estão entre as justificativas para as alterações sugeridas.

O texto, de autoria do engenheiro mecânico Ruy de Camargo Vieira, foi apresentado na Plenária 1320 do Conselho Federal e na Reunião de Coordenadores de Câmaras Especializadas, ambas em Brasília. Segundo a proposta, o anteprojeto que vem sendo discutido preliminarmente entre a CEP e a Comissão de Educação do Sistema (CES) deve ser amplamente divulgado até que se chegue a um consenso. Um dos problemas é que, enquanto para alguns as modificações implicam, positivamente, a flexibilização das profissões, outra corrente teme o aumento do sombreamento entre as áreas.

Na Bahia, pretende-se que o conteúdo do projeto de revisão seja amplamente debatido antes da aprovação. "Essa discussão deve alcançar e mobilizar todas as categorias. Vamos aprofundar o debate com o intuito de divulgar as implicações das modificações propostas", antecipou o presidente do Crea-BA, Marco Amigo. O primeiro passo será dado no dia 7 de maio, quando membros da CEP, da CES e da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica discutirão o tema no auditório do Conselho.

De acordo com a conselheira federal Maria Higina do Nascimento, é fundamental que se faça uma análise detalhada do texto. "Qualquer alteração na Resolução 218, por menor que seja, tem reflexo imediato na vida dos profissionais", alertou a engenheira agrônoma. Segundo Higina, a amplitude do tema e a falta de consenso verificada até o momento tornam prematura qualquer tentativa no sentido de aprovar o documento final ainda em 2004. "Precisamos de tempo. Caso a decisão seja tomada precipitadamente, corremos o risco de ter mais problemas do que soluções", enfatizou Higina Nascimento

 

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