Bandeira Histórica

Conselho estimula filiação de profissionais às entidades de classe

A partir dos anos 90, mudanças sociais decorrentes da inserção maciça de novas tecnologias no mercado e de alterações nas leis trabalhistas marcaram o início de um novo paradigma sindical. De lá para cá, reafirmar o papel das entidades de classe e dos sindicatos como instrumento reivindicativo dos interesses das categorias tem sido vital para a manutenção de conquistas históricas por parte dos trabalhadores brasileiros. É importante reiterar que, apesar das inúmeras tentativas no sentido de enfraquecimento dos movimentos trabalhistas, a recente proposta de reforma sindical, encaminhada no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), é um exemplo da intenção de coibir a liberdade e a autonomia das organizações, cuja representatividade ultrapassa as relações de trabalho. "Progressivamente, sindicatos e entidades de classe demarcaram posição, provando que a abrangência de suas ações extrapola a esfera das modalidades profissionais que representam. Hoje, vemos que, além dos desdobramentos políticos, existe um empenho focado no social em diversas instâncias", analisa Marco Amigo, presidente do Crea-BA.

Ao defender o papel dessas instituições, o Crea não apenas chama a atenção para a relevância da filiação, como também sinaliza para o apoio irrestrito às 12 entidades registradas no Conselho (ver boxe). Além do repasse de verba referente às ARTs, o Crea atua como parceiro em inúmeras atividades, a exemplo do patrocínio a eventos, viagens técnicas, produção gráfica e cessão de espaço físico.

O segredo está na motivação

Ainda não existe consenso quanto à melhor maneira de sensibilizar os profissionais para a relevância da filiação. Mas o fato é que, cada vez mais, busca-se expandir a gama de serviços oferecidos. Além de questões pontuais como reserva de mercado, salário mínimo profissional, jornada e segurança no trabalho, muitas delas têm avançado na seara dos convênios com universidades. "Precisamos estar atentos não somente às demandas trabalhistas, mas também ao aprimoramento técnico dos profissionais. A médio prazo, pretendemos colocar na rede um escritório virtual com o intuito de oferecer suporte técnico aos filiados", adiantou Affonso Baqueiro Rios, presidente do Sindicato dos Arquitetos (Sinarq).

Uma alternativa que tem mobilizado a sociedade em geral é o fato de que, dentro das especificidades de cada área, entidades vão à luta em defesa da qualidade de vida dos cidadãos e da preservação ambiental. "Não nos pautamos apenas nos assuntos ligados à categoria, mas discutimos, acima de tudo, o modelo agrícola vigente. É nosso dever cobrar o mínimo de respeito à cidadania nos campos da produção de alimentos, distribuição de renda e, conseqüentemente, das terras brasileiras", listou a presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia (Aeaba), Lucedalva Xavier.

Para o arquiteto e engenheiro Giesi Nascimento Filho, um caminho promissor para se chegar às reais expectativas dos profissionais em relação às entidades que os representam seria a realização sistemática de pesquisas de avaliação. "Se por um lado é papel da entidade chamar a atenção para o trabalho que desenvolve, cabe ao profissional dizer o que ele espera, ainda que isso provoque mudanças nas organizações", pontuou o chefe de gabinete do Crea.

Enquanto nos centros urbanos fazer-se presente pela via das organizações sindicais e/ou de classe não é tarefa simples, no interior os problemas aumentam na medida em que o poder de mobilização é restringido pelas longas distâncias e pela dificuldade de comunicação. A fim de reverter esse quadro, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Teixeira de Freitas (AEATF) pretende organizar uma rede de informações técnicas pertinentes às categorias. "A expectativa é facilitar o encaminhamento de questões aos órgãos competentes para que decisões sejam tomadas", antecipa o arquiteto e diretor da entidade, Aristides Souto Rocha.

 

 

Critérios para filiação

A Resolução nº 460/01 do Confea estabelece: a entidade deve ter suas atividades diretamente relacionadas com as categorias do Sistema. É exigido o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e um número mínimo de 30 associados de níveis superior ou técnico, industrial ou agrícola. Aquelas que abrangem profissionais de diferentes modalidades devem ter no mínimo 60 associados, devidamente registrados no Crea.

 

Saiba mais

A representatividad e das entidades no Plenário do Crea é proporcional ao número de associados.
Trimestralmente, o Crea repassa 5% da receita líquida das ARTs às entidades indicadas no campo 34 do formulário de ART. O empenho do Crea, Senge e Sinarq tem sido decisivo na defesa do cumprimento à Lei 4.950-A, que estabelece o Salário Mínimo Profissional.

A Aeaba, em parceria com o Crea, foi responsável pela aprovação da Lei Estadual 6.455/93, que restringe a engenheiros agrônomos e florestais a responsabilidade técnica na prescrição e aplicação de agrotóxicos.
O Sinarq é o autor do processo de tombamento dos casarões da Vitória.

 

 

ASSOCIE-SE

Abenc/BA - Associação Brasileira dos Engenheiros Civis
Tel.: (71) 354-4776
Aeaba - Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia
Tel.: (71) 336-2339
Apefeba - Associação Profissional dos Engenheiros Florestais do Estado da Bahia
Telefax.: (71) 359-4922
ABG - Associação Baiana dos Geólogos
Tel.: (71) 235-6789
Aseab - Associação dos Engenheiros Agrimensores do Estado da Bahia
Tel.: (71) 452-2533
CEB - Clube de Engenharia da Bahia
Tel.: (71) 322-3149
IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil Departamento Bahia
Telefax: (71) 266-4341
Senge - Sindicato dos Engenheiros da Bahia
Tel.: (71) 335-0510/ Fax: (71) 335-0157
Sinarq - Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas da Bahia
Tel.: (71) 321-4374
AEATF - Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Teixeira de Freitas
Telefax: (73) 292-3438
Associenge - Associação Regional dos Arquitetos e Engenheiros
Tel. (73) 281-2806
Abese - Associação Baiana de Engenharia de Segurança
Tel.: (71) 381-1959

 

 

 

PÁGINA INICIAL DO SITE
PÁGINA INICIAL DESTA EDIÇÃO
TODAS AS EDIÇÕES