Novos Rumos
Conheça os presidentes eleitos para o Crea-BA e para o Confea

O Sistema Confea/Crea inicia o ano de 2006 com novos presidentes. Na Bahia, o engenheiro agrônomo Jonas Dantas assume a presidência do Crea. No Confea, o cargo será ocupado pelo engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, ex-dirigente do Crea-MG.

Conforme dados da Comissão Eleitoral Regional (CER), 3.089 eleitores compareceram às urnas espalhadas pelo estado. Apesar de não consolidar uma participação efetiva daqueles que poderiam exercer o direito do voto, as eleições de 2005 foram marcadas por um aumento de 45% em relação à de 2002. Um outro dado que chamou a atenção foi a mobilização dos profissionais do interior. Das seis urnas com maior número de votos, três foram da capital e três de outros municípios, sendo que a maior votação foi registrada em Vitória da Conquista (veja quadro).

Cerca de 400 pessoas - entre mesários, suplentes, fiscais e pessoal de apoio - estiveram envolvidas na operacionalização dos trâmites eleitorais na Bahia, buscando garantir a lisura e a otimização da votação. No plano nacional, o Conselho Federal montou a estrutura digital de informação, responsável por computar todos os votos das urnas eletrônicas na tentativa de facilitar o processo de apuração. No entanto, o Sistema Nacional de Controle Eleitoral (SNCE) não comportou o grande fluxo de usuários e funcionou de forma lenta em boa parte dos pontos de votação em diversas regiões, que foram obrigados a adotar o voto manual devido aos problemas técnicos.

Segundo o coordenador da CER, arquiteto Carlos Ubiratã de Castro Souza, o problema da lentidão do sistema ocorreu em praticamente todos os estados do País. Ele explica que, no caso da Bahia, foi possível utilizar o sistema e as urnas eletrônicas nos pontos com pouca demanda de votantes. Já em outras mesas de maior movimentação, o voto foi manual. A expectativa é que incidentes como esse sejam sanados no pleito de 2008, uma vez que o processo eleitoral do Sistema Confea/Crea é um dos maiores do País.

Marcos Túlio assume o Confea

Políticas públicas e formação profissional
estão entre as prioridades

Marcos Túlio de Melo (54 anos); Engenheiro civil formado pela UFMG. Pós-graduado em Engenharia Econômica, presidiu o Crea-MG de 2000 a 2005. Foi conselheiro federal e, em 1997, ocupou interinamente a presidência do Confea. Veja abaixo alguns de seus posicionamentos em entrevista à Revista Crea-BA.


Sistema ágil

"Nosso sistema profissional foi criado há 70 anos e muita coisa precisa ser atualizada. Mas, além das questões legais, vamos criar condições internas para promover um choque de gestão que consiga reduzir a burocracia e agilizar todos os procedimentos internos, buscando a eficiência e a eficácia de nossas ações."


Visibilidade nacional

"Buscaremos a consolidação do Confea como referência da discussão das políticas públicas junto ao governo federal, Poder Legislativo e sociedade civil. Essa é uma ação macro que repercutirá na valorização de nossas profissões."


Formação profissional

"Estaremos apoiando as iniciativas das entidades e instituições de ensino que busquem o aperfeiçoamento profissional. Também recolocaremos na pauta a discussão sobre o ensino, buscando formas efetivas de participação na avaliação de sua qualidade, bem como nos processos de abertura de novos cursos junto ao MEC. Por fim, estaremos estimulando a participação de recém-formados e das mulheres em todas as instâncias do sistema."


Mudanças continuam

"Nossa gestão será uma continuidade das mudanças que vêm ocorrendo em todo o sistema nos últimos anos. Alguns projetos serão redirecionados, outros mantidos. Em todos eles, buscaremos mais agilidade, com participação efetiva dos Conselhos Regionais e das entidades. A democracia e a ética farão parte de nossa prática diária."


Relação com os Creas

"O sistema não funciona só em Brasília, mas em todo o País. E são os conselhos regionais, através de sua direção, plenário e inspetorias, que estabelecem a relação direta com os profissionais e com a sociedade. Por isso trabalharemos de forma integrada em nível nacional e regional.”

 

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