|
Pontos
polêmicos
Luiz
Roberto Moraes, professor da Ufba, e a Embasa discutem a obra
1.
Antecipação da obra
Evolução das vazões medidas afluentes
no período de 1993 a 2004, em função
da implantação das obras do Bahia Azul, com
valores atualmente próximos da capacidade máxima
desse emissário.
Revisão do índice de atendimento da população
Incorporação das bacias de Lauro de Freitas
ao sistema de esgotamento de Salvador.
"(...)
O novo SDO do Jaguaribe beneficiará grande parte da
população de Salvador e a totalidade de Lauro
de Freitas".
Embasa
"Há
contradições nos dados oficiais que precisam
ser explicadas. A capacidade prevista no Plano Diretor de
Esgotos-PDE revisado em 1993-1995 prevalece e só seria
necessário um novo emissário após 2014
. E a população projetada naquela época
para os dias atuais apresenta 300 mil habitantes a mais. Os
esgotos de Lauro de Freitas não estavam previstos para
serem drenados para Salvador. Isto foi modificado para tornar
o sistema de esgotos integrado e assim retirar a titularidade
do serviço do município de Salvador. Essa modificação
dos dados reflete o desejo do governo estadual em viabilizar
a obra e não na sua real necessidade".
Luiz
Roberto Moraes
2.
Transparência
"Não existe falta de transparência. Os estudos
sobre o projeto sempre estiveram e estão disponíveis
para consulta. Nas diversas audiências públicas,
com a participação de todos os setores da comunidade
interessados, técnicos e grupos ambientalistas, o projeto
foi e está sendo amplamente discutido".
Embasa
"Somente
após a realização de audiência
pública, necessária à obtenção
da licença de impacto ambiental e de pressão
do Comitê de Defesa da Praia dos Artistas, foi que a
Embasa liberou o CD ROM com a 'revisão' de 2004 do
PDE, ou seja, no dia 17 fevereiro de 2006 . Isto depois de
cinco meses do pedido protocolado pela Comissão de
Proteção ao Meio Ambiente da Assembléia
Legislativa da Bahia, pelo Gambá, pela Prefeitura de
Salvador e comunidade da Praia dos Artistas, e quando já
estava garantida a licença prévia dada pelo
Ibama ".
Luiz
Roberto Moraes
3.
Privatização
"Não haverá privatização.
O serviço continuará público. Os consumidores
continuarão vinculados à Embasa, independentemente
da empresa que estiver prestando os serviços, mesmo
aqueles consumidores situados na área de influência
do novo emissário submarino. Além disso, após
o período de concessão administrativa, retornarão
à Embasa todos os bens reversíveis, direitos
e privilégios vinculados à exploração
do Sistema".
Embasa
"O
usuário continua vinculado à Embasa. Porém,
a empresa privada que ganhar a licitação receberá
o valor do arrendamento mensal a ser pago pela Embasa pela
construção e operação do sistema
sem correr risco algum. É um negócio da China.
É uma forma de privatização escamoteada".
Luiz Roberto Moraes
|