A
nova Norma Regulamentadora nº 10 fixou as condições
mínimas de garantia à segurança e à
saúde dos trabalhadores que atuam em instalações
elétricas de alta e baixa tensão. Publicado pela
Portaria nº 598 do MTE, o documento é resultado
do trabalho de uma comissão tripartite composta por representantes
do governo, empregados e empregadores do setor elétrico.
O objetivo era avaliar as condições de trabalho
dos empregados e das pessoas que atuam direta ou indiretamente
na área de eletricidade.
Ao exigir a implantação de medidas de controle
e sistemas preventivos, o documento preenche uma lacuna existente
na Legislação Brasileira. É o que afirma
o supe-rintendente de Segurança do Comitê de Fomento
Industrial de Camaçari (Cofic), Aurinésio Ca-lheiras.
"A NR está atualizada e mais rigorosa do que a versão
anterior. Trata-se de um processo de melhoria contínua
visando à segurança do trabalhador. Além
disso, está de acordo com os padrões exigidos,
se comparado às normas internacionais".
A aplicação da NR-10 alcança todo o Sistema
Elétrico de Potência (SEP), ou seja, todas as fases
de geração, transmissão, distribuição
até o consumo de energia elétrica, compreendendo
as etapas de projeto, construção, montagem, ope-ração
e manutenção.
O prazo dado para cumprimento das determinações
é imediato, com exceção daqueles estabelecidos
em seu Anexo IV, os quais variam de seis meses a dois anos,
sob pena de multa, interdição e embargo para as
empresas infratoras.
O analista técnico do Crea-BA Antônio Geraldo
Ferreira, enge-nheiro eletricista e de segurança do trabalho,
explica que a NR-10 de-verá causar impactos em virtude
da necessidade de transformação dos processos
de trabalho e da adoção de medidas mais rígidas
de segurança nos serviços envolvendo eletricidade.
Mas, ainda assim, as exigências são fundamentais.
"Por ser a eletricidade considerada um risco invisível
e um dos agentes mais perigosos e causadores de acidentes do
trabalho, somente através de uma regulamentação
com extensão, alcançaremos me-lhores condições
de segurança para o trabalhador", avalia Ferreira.
"As empresas devem investir em treinamento para difundir
os conceitos previstos na Norma", alerta Aurinésio
Calheiras•