O Crea-BA emitiu em abril nota pública
(Jornal A Tarde 9/04/2006) direcionada aos órgãos
governamentais, autarquias e empresas quanto ao cumprimento do
piso salarial para profissionais da área tecnológica.
A exigência, baseada na Lei Federal 4.950-A/66, reitera
uma bandeira histórica do Conselho na defesa de condições
salariais mínimas, necessárias ao trabalho de engenheiros,
arquitetos, agrônomos e geólogos.
No comunicado, o presidente do Crea-BA, Jonas Dantas, reforça
a relevância social da contratação de profissionais
habilitados. Ele ressalta que assegurar uma remuneração
digna pelos serviços técnicos prestados é
uma conquista e representa um passo importante para a valorização
das categorias protegidas pela Lei. "Em hipótese
alguma o Crea-BA abre mão desse avanço trabalhista.
Informamos que o não cumprimento à Lei está
sujeito a medidas judiciais cabíveis", destacou
Dantas.
No mesmo período, o presidente do Conselho encaminhou
ofícios à Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola
(EBDA) e à Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba),
alertando-as para o cumprimento da legislação.
Os documentos foram remetidos logo após as publicações
de editais de concurso público, pelas duas estatais,
onde foram estipulados valores infe-riores ao salário
mínimo profissional para cargos da área tecnológica.
O salário fixado por Lei é calculado com base
na jornada de trabalho: R$ 2.100,00 (seis salários mínimos)
para 6h/dia e R$ 3.150,00 (nove salários mínimos)
para 8 h/dia.
Desde a publicação da Lei, o Crea-BA tem atuado
em parceria com diversas entidades representativas (Senge, Sinarq)
em campanhas de valorização e respeito ao mínimo
profissional junto às empresas da Bahia. "E vamos
continuar parceiros em prol da melhoria salarial daqueles que
representamos", adianta Dantas.
Para o vice-presidente do Conselho, engenheiro civil Gerinaldo
Costa Alves, é preciso que profissionais e entidades
coloquem essa questão como prioritária. "Além
de representar uma conquista jurídica, ou seja, um direito
adquirido, estamos falando de uma luta pela sobrevivência",
avaliou.
O vice-presidente também comentou o texto publicado
em 25 de janeiro no jornal A Tarde, intitulado O Massacre dos
engenheiros, assinado por Alberto Silva Campos. O profissional
denuncia o descaso com que os governos vêm tratando os
profissionais da área tecnológica quanto ao cumprimento
da Lei do Salário Mínimo Profissional e cobra
maior ação das entidades representativas. "Na
medida em que os profissionais tomam consciência e se
manifestam, a luta ganha força", conclui Costa Alves.