Ser coerente com o nosso tempo significa, antes de mais nada,
assumir um compromisso de respeitabilidade para com o futuro.
É nesse sentido que a Edição 17 da Revista
Crea-BA traz a tona questões que, mal conduzidas do ponto
de vista das políticas públicas e das opções
tecnológicas, representam perdas sem precedentes para
as próximas gerações.
Respectivamente, abordaremos o Plano Diretor de Desenvolvimento
Urbano de Salvador; a falta de uma política energética
eficiente no sentido de livrar o país de um colapso e
os caminhos trilhados pela agronomia desde a sua regulamentação.
No primeiro caso, reiteramos que o momento é fundamental
para que as alterações propostas na atual minuta
do PDDU sejam criteriosamente analisadas sob o ponto de vista
técnico sem perder o foco no viés social. Essa
é a hora da sociedade civil organizada assumir para si
a responsabilidade de dizer sim ou não às alternativas
que estão sendo debatidas nas audiências públicas
promovidas pela prefeitura.
No âmbito do setor energético a responsabilidade
recai no poder público federal. Pois até hoje
não temos projetos contundentes, com investimentos contínuos
em pesquisas voltadas para a busca de fontes alternativas de
energia. O que nos coloca na iminência de um colapso de
energia a curto e médio prazos.
E por falar em futuro, trazemos uma matéria especial
em comemoração ao dia de um profissional cada
vez mais responsável pela manutenção da
vida e pela garantia de tempos mais saudáveis: o engenheiro
agrônomo. Perspectivas, desafios e transformações
da Agronomia estão nesta breve homenagem.
Boa leitura!