Fórum
A cidade e o mar

Entidades defendem tratamento integrado para as frentes marítimas de Salvador

As características geográficas da cidade de Salvador, com uma de suas faces voltada para o Oceano Atlântico e outra para a Baía de Todos os Santos, tornam o desenvolvimento e o futuro da cidade inevitavelmente vinculados às influências e à apropriação de suas frentes marítimas. Para aprofundar a questão, foi realizado, em agosto, o Fórum Salvador e suas Frentes Marítimas, pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia (IAB-BA), com o patrocínio do Crea-BA e demais parceiros.

Na avaliação do presidente Jonas Dantas, que participou do evento, iniciativas como esta devem ser destacadas porque buscam debater soluções, minimizar problemas e propor caminhos para uma cidade mais sustentável. “É com esse intuito que apoiamos a iniciativa, pois entendemos que os profissionais do Sistema Confea/Crea podem e estão contribuindo com debates políticos e técnicos de interesse público”, reafirma.

Resumo das diretrizes

Marinha ferroviária – Ali pode ser instalado um grande centro de recepção, comercialização e transformação de insumos alimentícios (...) marinas e estaleiros para embarcações leves e um porto pesqueiro.

Itapagipe
– Sua requalificação deve se dar pelo alargamento e extensão da Avenida Beira Mar aos Alagados, inibindo a expansão das palafitas e facilitando a criação de marinas. A via náutica, como via turística e de transporte público, é outro instrumento importante de integração da península à cidade.

Porto e Comércio – Com sua posição estratégica, o porto de Salvador é o lócus ideal para a implantação do primeiro grande oceanário do Atlântico Sul, um centro de pesquisa e visitação turística.

Gamboa e encosta da Vitória – O forte da Gamboa deverá ser restaurado e ter uso social. Existe a possibilidade de criação de um parque público com a recuperação do que restou da mata atlântica, com promenade se estendendo do Unhão até o Iate Clube.

Porto da Barra – Pituba – Área já consolidada, com uma arquitetura pitoresca de caráter eclético (...). Sua condição periférica, à margem dos grandes fluxos de tráfego, dispensa grandes obras viárias, com exceção da solução do gargalo do Rio Vermelho.

Pituba – Ipitanga – Área apresenta grande potencial de lazer e turismo subutilizado. Ainda assim, é o grande parque marinho da cidade. (...) Um dos problemas mais graves da área é a estrutura minifundiária de seu solo, que não permite equipamentos de lazer e turismo modernos, como a cidade exige.

 

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