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Inaugurações das sedes de Feira de Santana e Alagoinhas e implantação de escritório regional em Luís Eduardo Magalhães demarcam a política de interiorização das ações do Conselho

O objetivo dos investimentos feitos em diversas regiões do estado é otimizar o atendimento aos profissionais, empresas e ao público, reforçando as atividades desenvolvidas pelo Crea-BA fora da capital.
Nacionalmente, o sistema Confea/Crea reúne mais de 900 mil profissionais (na Bahia, são mais de 35 mil), o que representa aproximadamente 70% do PIB brasileiro. Parte dessa demanda está presente em 23 cidades baianas, que concentram 20 inspetorias, duas delegacias e um escritório regional, preparados para atender os problemas específicos de cada região.
O papel de cada unidade é verificar a regularidade de obras e serviços em infra-estrutura, estradas, áreas de risco, construções, utilização de agrotóxicos, produção de alimentos, que só podem ser executados por profissionais com registro no Crea. O recolhimento da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), a emissão de certidões de registro e quitação, boletos de anuidade, vistos de profissionais e empresas, além da realização de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) junto à comunidade, são outras atuações das inspetorias.
Na avaliação do presidente Jonas Dantas, o crescimento efetivo do Conselho no interior contribui para que profissionais e comunidades, de modo geral, sejam mais atuantes no processo de desenvolvimento de suas cidades e possam contar, sempre que possível, com o apoio técnico das inspetorias.Quer na forma de elaboração de laudos e pareceres, fiscalizações específicas e consultas. “Com essa ampliação, temos condições de realizar trabalhos importantes na discussão e elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), dentre outras questões, a exemplo de acessibilidade, aquecimento global, além da formação e do exercício profissional”, explica Dantas.
Segunda maior cidade do Estado, com meio milhão de habitantes, Feira de Santana é um dos pólos de maior desenvolvimento regional do País. E exatamente para acompanhar sua expansão o Crea investiu e inaugurou, no início de junho, a nova Inspetoria. Localizada no centro da cidade. A sede possui confortáveis e modernas instalações. A expectativa é garantir um atendimento mais abrangente aos profissionais, além de fortalecer o atendimento à comunidade feirense e aos 40 municípios atendidos pelo regional.
Para o inspetor chefe João Basto Falcão, a conquista da nova Casa é a concretização de um sonho, construído com muita luta, através da reivindicação das classes profissionais e da sociedade. “Além disso, marca um compromisso do presidente Jonas Dantas junto ao projeto de interiorização do Conselho. Isso só nos faz acreditar que, com determinação e trabalho, o caminho que estamos percorrendo vale a pena”, reitera o engenheiro agrônomo.
O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho, que esteve presente na solenidade, também destacou o papel do Conselho na região. “Desejo que a inspetoria continue atuante e vigilante frente ao progresso não só de Feira como de todo o estado. Não é à toa que a instituição é tão forte e respeitada por todos nós”.
Essa respeitabilidade teve início em 1978, quando o arquiteto Anápio Aurélio de Miranda fundou a inspetoria de Feira. Se estivesse vivo, Miranda estaria completando cem anos de régua e compasso na região. Falecido em 1985, foi homenageado pela inspetoria, que ganhou seu nome na nova sede em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à Princesa do Sertão, sobretudo pela ética que sempre marcou seu ofício. “Meu pai foi um grande homem, sempre interessado nos caminhos do progresso de sua cidade. Por isso só tenho a agradecer pela homenagem”, disse o filho e também arquiteto Marcus Miranda.
Se os trabalhos em Feiram – sobretudo a partir das intervenções realizadas desde 2001 no plano de desenvolvimento urbano – já estavam sendo encaminhadas, com um espaço maior de debates na nova sede, é grande a expectativa das entidades profissionais. “Já estamos conscientizando todos os profissionais a participarem das atividades da inspetoria”, disse Sérgio Ricardo Marques, representante da Associação Feirense dos Engenheiros (Afeng). O mesmo pontua o arquiteto Roberto Lima e Silva, da Associação Profissional dos Arquitetos de Feira de Santana (Apafs). “Esperamos unir ainda mais as nossas entidades por um único objetivo: fazer um Conselho forte”. E é nesse fortalecimento que Joedilson Machado, da Associação de Engenheiros Agrônomos (Aeafs) quer apostar. “Lançada esta semente, precisamos regá-la e fazer dela uma grande escola”, acrescentou. “Também queremos ajudar a construir e sustentar a sede que tem uma importância singular na nossa vida profissional”, concluiu o representante da primeira turma feirense de engenharia de segurança, arquiteto Fábio Majdalani.
Conforme explica o vice-presidente do Crea-BA, engenheiro civil Gerinaldo Costa Alves, as entidades profissionais devem se unir para debater questões de interesse comum como o plano diretor, por exemplo, que é de suma importância para os municípios. “Com isso, chegamos ao ponto fundamental. Precisamos nos ocupar com as principais demandas para o desenvolvimento da cidade. E a integração das classes profissionais é decisiva para levantarmos diagnósticos, problemas de saneamento básico, habitação, acessibilidade e mobilidade para Feira de Santana”.

Alagoinhas e Luís Eduardo Magalhães

As últimas reformas do Conselho nos municípios de Alagoinhas e Luís Eduardo Magalhães são exemplos do foco da atual gestão no interior. Essa iniciativa não apenas reflete a ampliação do Sistema, mas reitera a preocupação com o desenvolvimento das cidades. Apesar do número de inspetorias não ser ainda suficiente para atender os 417 municípios baianos, o objetivo é dar continuidade e sistematização aos recursos destinados ao interior. “Esse investimento se justifica porque é grande a demanda de profissionais, pela importância geográfica que cada cidade representa”, complementa Jonas Dantas.
De acordo com o inspetor auxiliar de Alagoinhas, Hildebrando Dantas, essa demanda fica ainda mais evidente quando o profissional visualiza, na prática, as novas mudanças e passa a contribuir para que elas aconteçam. “As ações de interiorização colaboraram para facilitar a vida do profissional, já que a sede está bem centralizada. Agora, é só dar continuidade a novas realizações”.
A curto prazo, Dantas adianta que já estão previstas no projeto do Conselho as reformas das instalações da delegacia de Camaçari e inspetorias de Paulo Afonso e Itaberaba. Outras regiões também estão sendo estudadas para abrigar novos escritórios regionais, a exemplo de Porto Seguro.
O inspetor responsável pelo município de Luís Eduardo Magalhães, Nelson Ferraz, enumera que o atendimento na região cresceu consideravelmente com a instalação do escritório regional. “Além de o local representar um centro de importante desenvolvimento para o estado, sobretudo nas áreas de construção civil, estamos contribuindo ainda mais para esse progresso. A prova disso é o número de obras registradas pelos profissionais, além da prestação de serviços à comunidade local. Esse está sendo um dos pontos mais atuantes do Crea, que é trabalhar no interior em busca do desenvolvimento tecnológico do nosso País”.


 

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