Sem dúvida alguma, 2007 foi um ano importante para o Crea-BA. Avançamos em aspectos relevantes como o propósito de interiorizar as
ações do Conselho. O que se comprova não apenas com a inauguração
da nova sede da Inspetoria de Feira de Santana e com a criação de um
escritório Regional no município de Luís Eduardo Magalhães. A realização
do Seminário de Acessibilidade e dos Inspetores, também em Feira,
foi mais um indicativo de que nossas ações caminham para a descentralização
no que ela tem de mais democrático.
A implantação do Sistema de Fiscalização Inteligente, que incorpora
o uso do GPS e de palmtop nas ações de fiscalização, representa outro
avanço sem precedentes para a otimização das ações do Crea. Definitivamente,
entramos na era digital com o aproveitamento dos recursos
tecnológicos que transformam nossas ações diárias. Estamos mais eficazes
e rápidos no atendimento aos profissionais e à sociedade. O pioneirismo
dessa iniciativa faz com que o modelo aprimorado na Bahia
seja levado para os Creas de Alagoas, Amazonas, Rio Grande do Sul, Rio
Grande do Norte e São Paulo.
Obtivemos conquistas também do ponto de vista de nossa inserção
nas demandas sociais propriamente ditas. Não apenas em Salvador,
mas em inúmeros municípios atendidos por nossas inspetorias, estivemos
presentes com os serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
públicas. Elaboramos laudos técnicos relevantes sobre equipamentos
públicos como a Estação da Lapa, as passarelas de Salvador
e a acessibilidade no Largo do Campo Grande. Também mapeamos o
uso indiscriminado de agrotóxicos na capital e no interior. Encerramos
2007 com a 15ª etapa da Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São
Francisco, dentre outras.
E, infelizmente, nossa mais recente contribuição
refere-se à tragédia que se abateu
sobre o Estádio Octávio Mangabeira,
mais conhecido como Fonte Nova. Fomos o primeiro órgão a elaborar um
parecer técnico logo após o acidente que
vitimou sete torcedores. Nosso parecer é
conclusivo: faltou manutenção predial.
Houve total desrespeito ao que preconiza a Lei
Municipal 5907/2001, o que culminou com o colapso da estrutura da
Fonte Nova.
Enfim, esperamos que 2008 chegue com o senso de responsabilidade
por parte do poder público no que se refere, no mínimo, ao cumprimento
da Lei.