| fonte nova
Manutenção zero
Crea alerta para a importância de laudos
que dimensionem impactos da implosão
No relatório encaminhado ao
Governo do Estado, à Sudesb, Confea
e ao Ministério Público Estadual,
o Crea confirma o colapso da estrutura
da Fonte Nova devido a corrosão
na armadura de ligação entre
a superfície inferior da viga e o engaste
da laje, e faz um alerta para
o fato de que qualquer decisão sobre
uma possível implosão deve se
basear em argumentos técnicos. “A
implosão deve vir acompanhada de
um estudo técnico criterioso, que
avalie todos os impactos envolvidos.
Sem esse laudo, que só pode
ser feito por especialistas, seria temerário
qualquer iniciativa”, cobrou
o presidente Jonas Dantas.
Na ocasião da vistoria, os técnicos
constataram ainda que o acidente
resultou, entre outras questões, da
completa ausência de manutenção
na estrutura de concreto armado do
estádio. “É evidente que a Lei de Manutenção
Predial (5907/2001) não
foi observada. E a Lei é bastante clara.
Os proprietários das edificações
e dos equipamentos públicos são os responsáveis por sua manutenção”,
complementa Dantas.
Outro problema apontado no
laudo foi a alta incidência de umidade
generalizada resultante de
acúmulo de água e na deficiência
de drenagem, o que concorreu para
o elevado grau de corrosão das armaduras,
com redução significativa
de sua seção, comprometendo
sua resistência estrutural. A equipe também verificou que, em locais
adjacentes ao acidente, ocorreram
problemas semelhantes que colocavam
em risco iminente a utilização
daquele equipamento. Tais problemas
se estendiam aos pilares, vigas
e demais lajes, comprometendo a
resistência dos elementos estruturais
e, conseqüentemente, o seu uso
com segurança.
Internamente, o Crea instaurou
processo administrativo para a apuração
de possíveis responsabilidades
técnicas de profissionais e/ou
empresas prestadoras de serviços
técnicos de engenharia nos últimos
anos.
| Interior
Debate
acessível
em Feira
de Santana
A cidade sediou seminários
de Acessibilidade e dos Inspetores
do Crea. O objetivo dos
eventos realizados na segunda
quinzena de novembro foi pensar
um novo plano de acesso
para a segunda maior cidade
da Bahia, tendo como base as
dificuldades de deslocamento
encontradas pelas pessoas com
deficiência. Outra proposta foi
debater a criação da Comissão
Permanente de Acessibilidade
de Feira de Santana. “Essa
discussão foi importante para
pensarmos numa cidade mais
humana, acessível e democrática
para todos. O Decreto federal
nº 5.296/04 e os padrões
determinados pela Associação
Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT) precisam ser cumpridos
para atender as reais demandas
da cidade”, defende o presidente
do Crea, Jonas Dantas.
O prefeito José Ronaldo de
Carvalho reiterou a relevância
do Seminário. “O debate foi essencial
para que o poder público,
com o apoio de órgãos como
o Crea, cumpra sua obrigação,
que é dotar o município de um
Plano Diretor capaz de garantir
espaços mais acessíveis”.
Na avaliação do inspetor
chefe de Feira, João Falcão, a
discussão deve se estender a
universidades e às entidades. “Dessa forma, contribuiremos
no sentido de trabalhar por espaços
acessíveis a todos”. |
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