interior

Rumo ao Oeste

Investimentos ampliam atuação do Crea nas regiões de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães

Por Cleide Nunes

Considerada a principal fronteira agrícola do Estado, a região oeste, com seus mais de 4 milhões de hectares de vegetação de cerrado, tornou-se um importante produtor de grãos, carnes, frutas, fibras e algodão. Além disso, mais de 95% da soja produzida na Bahia está concentrada em seis municípios, dentre os quais Barreiras e Luís Eduardo Magalhães têm uma participação decisiva.

Atento a essas demandas, o Crea ampliou o atendimento aos profissionais e empresas da região. A abertura de uma unidade em Luís Eduardo Magalhães comprova a descentralização. Já a inspetoria de Barreiras ocupa o posto de terceira no ranking de registro da Anotação de Responsabilidade Técnica do Estado. São mais de 1.500 profissionais, a maioria engenheiros agrônomos. Esse é exatamente o foco da atuação do Crea: acompanhar o avanço, enfatizando a importância da ação de profissionais habilitados e conscientes do trabalho que congregue crescimento econômico com equilíbrio ambiental.

Exemplo dessa visão ecologicamente contextualizada foi a realização da recente Fiscalização Preventiva Integrada (FPI ), na qual as equipes de Barreiras detectaram, em apenas um dia de trabalho, mais de 500 focos de incêndio, o que representa o dobro de focos encontrados na Bolívia.

Para o prefeito de Barreiras, Saulo Pedrosa de Almeida, a realização contínua das FPI s ilustra a relevância da atuação do Crea. “Há um ganho também no atendimento da inspetoria às demais regiões de abrangência de nosso município. Isso leva a uma maior valorização das atividades profissionais vinculadas ao Sistema Confea/Crea”.

A implantação da sede, de acordo com o engenheiro civil Emerson Martins Cardoso, um dos primeiros inspetores do regional de Barreiras, foi uma vitória. “Sofríamos com a falta de fiscalização profissional. Hoje, Barreiras assiste a um crescimento com impulso e respaldo técnico”.

Além das FPI s, a inspetoria tem participado ativamente de outras demandas sociais, a exemplo da Conferência das Cidades. “O projeto de interiorização do Conselho garante um olhar diferenciado às necessidades do interior. As mudanças são perceptíveis e a contribuição da inspetoria vem sendo reconhecida por todos”, relatou o inspetor chefe, engenheiro civil João Sá Teles.

O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Barreiras, Paulo Baqueiro, enfatiza que a integração entre as atividades da inspetoria e entidades de classe são imprescindíveis para as conquistas profissionais. “Tenho certeza de que, com o apoio do Sistema Confea/ Crea, os engenheiros agrônomos da região terão mais oportunidades de trabalho, com ênfase à defesa do salário mínimo profissional”.

Já o engenheiro Nelson Meira Ferraz Filho, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do município, destaca que a chegada do Crea à cidade representa um avanço. “Existe procura maior de profissionais de várias cidades que querem se estabelecer na região. Isso pede o fortalecimento da integração entre entidade e inspetoria”.

 

 

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