Concluído o processo eleitoral do Sistema Confea/Crea/Mútua
que, em junho, elegeu seus novos dirigentes, nossas atenções
se voltam para as eleições majoritárias.
No dia 5 de outubro, o País escolherá os futuros
prefeitos e vereadores. Só no estado da Bahia são
mais de 417 cidades que somam um contingente de milhões
de eleitores. A representatividade e o alcance social das eleições
municipais levam a reflexões distintas acerca das responsabilidades
envolvidas nesse processo: a do eleitor e a do candidato.
Do lado do eleitor, aprendemos – e é assim que
tem que ser – que o voto direto constitui um dos principais
elementos democráticos. Mas, quando se trata de escolher
os dirigentes de nossas cidades e de nosso País, acredito
que o exercício da cidadania vai além do sim e
do não. Além de referendar nossa escolha, temos
que ser proativos no sentido de participar e intervir nos debates
relativos às ações dos candidatos e seus
desdobramentos no nosso cotidiano. Precisamos tomar para nós
a responsabilidade de apontar alternativas e cobrar, por meios
democráticos e legítimos, direitos individuais
e
coletivos.
Do ponto de vista dos políticos e, num certo sentido,
tendo por base a experiência recente de nossas eleições,
é importante entender que não basta apenas dizer
que se pretende ser o melhor gestor. É preciso agir como
tal desde o início, comprovando o comprometimento social
com o município. Devemos encarar a ética e/ou
a falta dela como um indicativo importante da personalidade
e do perfil administrativo do candidato. Aqueles que, já
durante a campanha, lançam mão de métodos
condenáveis, a exemplo de calúnias e difamações,
e que tentam macular o processo mostram a que vieram. Precisamos
estar atentos para enxergar os sinais positivos e os negativos,
na mesma proporção. É fundamental compreender,
de uma vez por todas, que ética e responsabilidade são
opções de vida, e não estados de espírito.
Jonas
Dantas
Presidente