O Brasil aderiu na quarta-feira (8) ao Integrated Ocean Drilling Program (IODP). Trata-se do programa internacional voltado para pesquisa marinha. Participam da iniciativa 28 países. Os estudos documentam, por exemplo, mudanças climáticas, fronteiras da bioesfera e movimentos da Terra, que podem ajudar a entender fenômenos como terremotos e tsunamis.
A primeira expedição com pesquisadores brasileiros está prevista para as próximas seis semanas e será realizada no mar da Costa Rica. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sediará o escritório brasileiro do IODP, criado em 1958 e o mais antigo programa dedicado a explorar a história e a estrutura da Terra.
"Damos boas vindas à comunidade científica brasileira ao mesmo tempo em que precisamos dos conhecimentos dos pesquisadores e engenheiros brasileiros, que pretendem levar o país ao topo da pesquisa em perfuração", afirmou o membro do US Science Foundation, agência do governo norte-americano, Rodey Batiza.
De acordo com a Capes, o programa utilizará equipamentos de perfuração montados a bordo de navios para monitorar e retirar amostras do ambiente submarinho.
"A parceria com o IODP surge como continuação do nosso trabalho de indução de formação de pesquisadores para áreas estratégicas do país. Essa é uma oportunidade única de treinamento dos estudantes brasileiros com a 'mão na massa', principal característica da pós-graduação, uma educação formativa", disse o presidente da agência brasileira, Jorge Almeida Guimarães.
(Agência Gestão CT&I de Notícias com Informações da Capes)