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Profissionais discutem desestatização da Eletrobras no Crea

20/11/2018



 

A desestatização da maior empresa de energia elétrica da América Latina e a 16ª maior do mundo, a Eletrobras, foi discutida na tarde desta segunda-feira (19), em uma mesa-redonda promovida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea-BA). Participaram do evento, o presidente da Chesf, Fábio Lopes, que na ocasião representou o relator do projeto, deputado José Carlos Aleluia (DEM), e o ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel), Nelson José Hubner Moreira.

 



 Defendendo a desestatização, Fábio Lopes, apresentou detalhes do projeto de privatização, como a fórmula e as condições. Destacou ainda que parte do dinheiro da operação será levado para a hidrologia do Rio São Francisco e para o fortalecimento do Laboratório de Pesquisa Elétrica (Cepel). “Serão 500 milhões de reais para o Velho Chico e 170 milhões para o Cepel, além de manutenção de programas como o de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica e o  Luz para Todos”, enfatiza.

 Passando pela evolução do setor elétrico brasileiro, Nelson Moreira, destacou a preocupação do custo da energia elétrica após a privatização. Citou o controle estatal das empresas de energia por parte de países como a China, Noruega e Estados Unidos. “Até os Estados Unidos, um dos países mais mercadológicos do mundo, vê o controle da produção pela estatal como bom negócio, não abrindo mão disso para não perder a competitividade. 75% da capacidade está nas mãos do Estado”, afirmou, destacando ainda que se não fosse a Eletrobras o Brasil pagaria uma das energias mais caras do mundo.



 Promovido pelo Grupo de Trabalho da Eletrobras do Crea, o evento teve como objetivo apresentar os posicionamentos favoráveis e contrários a privatização da empresa, bem como, os desdobramentos em torno do sistema elétrico brasileiro, principalmente entre os profissionais da área tecnológica. O presidente do Crea, engenheiro civil Luis Edmundo Campos, destacou o caráter técnico da discussão, enfatizando o papel social do Crea diante de assuntos que interessam a sociedade. “Debater as questões voltadas a privatização da Eletrobras é a garantia de que estamos beneficiando não só os profissionais,  mas toda a população”, observa.

 Participaram do evento, a coordenadora da Câmara de Engenharia Elétrica do Crea e do GT da Eletrobras, engenheira eletricista Cristina Abreu, o vice-presidente do Crea, engenheiro agrônomo Jonas Dantas, conselheiros, estudantes e profissionais da área tecnológica.

 
Saiba mais – A Desestatização da Eletrobras está prevista pelo Projeto de Lei nº 9463 de 2018. O texto ainda deve ser votado pela Comissão Especial criada na Câmara, antes de ir ao plenário. Em seguida a proposta precisa passar pelo Senado Federal.

 

 

Nadja Pacheco

 

 

Fonte: Ascom Crea-BA

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