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Tragédias como a do Museu Nacional podem ser evitadas

Coordenador da CEEE do Crea-BA conta quais medidas devem ser tomadas para garantir a segurança das instalações

12/04/2019

  

O incêndio que aconteceu no Museu Nacional do Rio de Janeiro, em setembro de 2018, parou o país. Séculos de história foram perdidos em minutos e o mais chocante é que toda a tragédia poderia ter sido evitada. Segundo informações da perícia da Polícia Federal, a causa do incêndio foi provocada pelas famosas “gambiarras” no circuito elétrico. O coordenador da Câmara de Elétrica do Crea-BA, engenheiro eletricista Edson José Nunes contou como tragédias como essa podem ser evitadas e quais precauções devem ser tomadas.

Previsto nas normas técnicas, o aterramento elétrico é indispensável para garantir a segurança das instalações,  regra que não foi seguida no Museu Nacional. Nunes contou a necessidade de se ter carcaça metálica aterrada. “A energia elétrica é ‘preguiçosa’, pois quer ir para a terra pelo caminho de menor dificuldade (resistência), sendo que o aterramento garante este caminho. Ocorrendo um defeito ou toque acidental de uma pessoa em um condutor energizado, na falta do aterramento, a energia vai escolher o trajeto mais fácil que houver, e muitas vezes este trajeto é pelo corpo das pessoas, daí o choque elétrico, com consequências às vezes fatais e grandes acidentes”, explica.

Segundo Nunes, incêndios como o do Museu Nacional podem ser evitados ou minimizados, tomando algumas medidas, como: projetos das instalações elétricas elaborados por profissionais qualificados e habilitados pelos Creas; manutenções periódicas nos equipamentos elétricos e fiações; evitar o uso de extensões (T's) ou de gambiarras (mesmo que provisórias); instalação de detectores e sinalizadores de fumaça e fogo; sistemas de eliminação de fogo; portas corta-fogo e treinamento de brigadistas contra incêndio.

Além de atenção aos cuidados básicos de segurança, Nunes alerta também para atenção aos recursos e administração. “Os responsáveis pela administração do espaço devem priorizar a segurança das pessoas e do patrimônio. A falta de recursos sempre é alegada como causa fundamental para tais tragédias, e também não podem ser ignoradas”.

 

Bruna Valente

Fonte: Ascom Crea-BA

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Edição 63 | 2019


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