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CDEN promove pesquisas sobre o currículo mínimo em diversas áreas

Presidente Joel Krüger defendeu que as entidades ponderem quanto ao uso do EAD nas suas pesquisas

14/05/2019


O Colégio de Entidades Nacionais (Cden) está sistematizando os parâmetros curriculares mínimos para a definição da qualidade dos cursos de graduação das diversas áreas da engenharia. Na última quinta (9), representantes do Cden ouviram a apresentação do ex-presidente da Associação Brasileira de Engenharia de Produção (Abepro), Milton Vieira, sobre uma pesquisa desenvolvida de 1996 a 2018 em torno dessa análise relativa à área. “Apresentamos o cenário atual sobre Ensino a Distância, políticas de estandes e patrocínios e outras questões relevantes com o colegiado”, comentou o presidente do Confea, Joel Krüger, após a 1ª Reunião Extraordinária do Cden, prestigiada ainda por diretores da Mútua e pelos conselheiros federais Luiz Antonio Lucchesi e Modesto Ferreira.

O ex-presidente da Abepro informa que esta é a primeira vez que o acompanhamento, promovido ano a ano desde 1996, foi apresentado fora do âmbito da Engenharia de Produção. “A pesquisa é um parâmetro para os cursos, um trabalho para referenciar a abertura de cursos de graduação. Há um relação forte entre como você planeja e como avalia cursos de graduação em engenharia do produção”, diz, indicando que a quantidade de cursos atual de Engenharia de Produção “é mais do que suficiente”.

Ondas

Ex-presidente da Abepro, Milton Vieira: "reconhecimentos que geram competências"

Vieira distribuiu a recente história da formação na área em quatro momentos, que ele chama de “ondas”. “A primeira, de 96 ao início dos anos 2000, do reconhecimento como uma área consolidada da engenharia, que tem base tecnológica e objeto de trabalho definido. A segunda onda, de 2000 a 2005, foi a de consolidação dessa definição de base tecnológica e objeto de trabalho, a partir de uma definição das competências e dos objetos de trabalho”. Ele identifica ainda que, entre 2005 e 2015, houve a maior onda de crescimento em termos quantitativos. “E, de 2015 para cá, o estabelecimento de padrões de qualidade para a formação em engenharia de produção”.

Segundo Vieira, que presidiu por dois mandatos a entidade, entre 2014 e 2017, a Abepro trabalha “para que o Confea e o MEC reconheçam esse padrão de qualidade, referenciais curriculares com conteúdos, tópicos a serem trabalhados, reconhecimentos que geram competências, como os laboratórios para engenharia de produção”. Ele considera que os atuais padrões de ensino se voltam para uma atualização permanente, dentro de uma visão de qualidade e produtividade. Atualmente, essa atualização se identifica com conceitos relacionados ao ambiente industrial brasileiro e à área de serviços, como a indústria. 4.0 e a “produção enxuta”.

Mercado, atribuição, certificação e acreditação


Para o coordenador do CDEN, eng. agric. Valmor Pietsch, o estudo da Abepro demonstra a preocupação com um currículo referencial mínimo para ter um curso de qualidade, para ter atribuições dentro do que o mercado necessita.  Dentro de seu planejamento, afirma, o Cden pretende implantar essas pesquisas até o final do ano. “Nessa reunião, já alcançamos para cada entidade pegar os currículos de cada curso, não é só o conhecimento, é a atribuição. Muitos engenheiros civis não vão mais poder fazer pontes, portos, porque as universidades estão pegando disciplinas básicas”, considera.
Valmor Pietsch: "pesquisas contribuirão para processos de acreditação e de certificação"

Ao associar a pesquisa da Abepro à sua área, ele comenta que hoje a engenharia agrícola está voltada para a agricultura de precisão. “Hoje, temos um trabalho mais de agricultura de precisão. Antigamente, para ver a produção teria que fazer uma análise padrão, hoje com a agricultura digital você pega metro por metro. Não adianta formar um profissional que o mercado não quer mais. A evolução é constante”, diz.

Pietsch explica que, desde fevereiro, a Associação Brasileira de Engenharia Agrícola (Abeag) vem atuando com coordenadores de cursos e profissionais do mercado, a fim de desenvolver sua análise. “Temos cursos cerca de 30 cursos. A gente quer delimitar um número mínimo de três mil e oitocentas horas/aula. Hoje, as universidades querem fazer em 4 anos e meio, baixando para três mil horas. O presidente Joel comentou a necessidade de que cada área defina também quais disciplinas possam ser idealmente feitas pela modalidade  EaD, reconhecendo a importância desses estudos”.

Para o coordenador do Cden, a proposta de desenvolver essa pesquisa representará “um avanço para o Sistema, porque vai ajudar muito ao futuro trabalho de certificação profissional e da acreditação das universidades, o que vai ser o nosso próximo passo, ainda este ano. Pretendemos coordenar, junto ao Confea, um seminário sobre acreditação e certificação profissional em Brasília, ainda este ano”.


Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Fonte: Equipe de Comunicação do Confea

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Edição 63 | 2019


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