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Nova formação em engenharia é discutida em seminário

Evento foi realizado na tarde desta terça-feira (08), no Campus da Ucsal de Pituaçu

09/10/2019


Tornar o ensino da engenharia mais atrativo e consequentemente evitar a evasão escolar, usando recursos disponibilizados pela internet das coisas e outros dispositivos. Este foi o principal assunto tratado no X Seminário Ensino e Exercício Profissional, realizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia, na tarde desta terça-feira (08), no Campus da Universidade Católica do Salvador, de Pituaçu. O evento ainda tratou sobre a indústria 4.0 e o Ensino à Distância.

Na ocasião, a coordenadora da Comissão de Ensino e Atribuição Profissional do Crea, engenheira eletricista Cristina Abreu, ressaltou a importância de se discutir formação profissional para disponibilizar para a sociedade profissionais devidamente habilitados. “Precisamos, principalmente neste momento político atual, nos debruçar sobre as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de engenharia. Nosso compromisso, enquanto conselho, é alinhar ações com o que estamos vendo fora. Há mudanças na política educacional do MEC e também no perfil do educador e da nova engenharia”.


O professor da Ucsal, Antonio Sérgio Ramos, reconheceu a importância de o evento ser realizado num campus universitário e colocou as dificuldades enfrentadas pelas instituições de ensino para a realização de graduações com a qualidade que a engenharia exige. “Precisamos pensar rápido na formação para atrair estudantes. Vamos adotar EAD ou um caminho do meio para significar e integralizar conteúdos?”, provoca, destacando que a unidade de ensino desde 2014 está passando por reformulações.



O professor Vanderli Fava de Oliveira focou sua apresentação no novo engenheiro. Segundo ele, os profissionais devem ter em sua formação incentivo à inovação e ao empreendedorismo. Destacou as unidades de ensino que cobram barato pela graduação em engenharia, mas não oferece laboratórios qualificados e sem infraestrutura.

Jefferson Oliveira Silva, professor da PUC, ressaltou em sua palestra a internet das coisas e o que o conceito  muda na sociedade e na educação superior. Destacou alguns dispositivos existentes que já vêm sendo utilizados, como canetas e cadeiras conectadas e também abordou o uso de interfaces de interação que não precisem de sensores. “É preciso também ter em mente que tecnologia também requer segurança e que a falha de segurança dos equipamentos devem ser consideradas e estudadas”, observa.

 



O professor Rafael Bezerra de Araújo, que já foi conselheiro do Crea-BA, mostrou aulas que misturam simulações e realidade virtual como exemplo de práticas disponíveis que podem ser inseridas nas escolas de engenharia. Ele informou que a área de saúde já desenvolve outros níveis cognitivos, como forma de empolgar os estudantes. “Acredito que a discussão hoje não deve focar apenas se o EAD é bom ou ruim, mas na forma que os programas e conteúdos são aplicados”, enfatiza.

Para o presidente do Crea, engenheiro civil Luis Edmundo Campos, o ensino deve acompanhar as novas tecnologias. Na ocasião ainda questionou a necessidade da hora/aula, diante de todas as mudanças pelas quais passam o ensino. “O que é carga horária quando se existe estudo prévio em casa. Acredito que é necessária, sim, avaliação constante do professor, seja a distância ou presencial”, defende.

O X Seminário de Ensino e Exercício Profissional foi transmitido ao vivo pelo canal do Crea no Youtube.


Nadja Pacheco

Fonte: Ascom Crea-BA

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